top of page

Guerrilla Girls – Onde estão as mulheres na arte?

  • Foto do escritor: Lucas Melara
    Lucas Melara
  • 20 de mar.
  • 2 min de leitura
"Guerrilla Girls – Onde estão as mulheres na arte?". Além do texto de título, vemos uma imagem das Guerrilla Girls usando máscaras de gorila segurando retratos de artistas famosos.
As Guerrilla Girls denunciam a desigualdade de gênero e raça na arte há décadas

No Mês da Mulher, a LM&Co. revisita a discussão latente do espaço feminino na arte.


Desde 1985, as Guerrilla Girls denunciam a desigualdade de gênero e raça no mundo da arte, questionando a sub-representação de mulheres e artistas não brancos em museus e galerias.

Décadas depois, essa realidade começou a mudar, mas os desafios persistem.


Em 2017, um cartaz das Guerrilla Girls exposto no Masp questionava:

FOTO DO CARTAZ “As mulheres precisam estar nuas para entrar no Masp? Apenas 6% dos artistas do acervo em exposição são mulheres, mas 60% dos nus são femininos.”


Sete anos depois, o percentual de artistas mulheres no acervo em exibição subiu para 23,3%. Um avanço, mas ainda longe do ideal. Segundo especialistas, uma proporção mais equilibrada estaria acima de 30%.


O mercado da arte reflete essa disparidade


A desigualdade não está apenas nos museus, mas também no mercado de arte. Em 2022, nenhuma das 10 obras mais caras vendidas no mundo foi assinada por uma mulher. No ano seguinte, entre os 10 artistas contemporâneos mais valorizados, apenas uma mulher apareceu na lista.


Por outro lado, a nova geração traz sinais positivos. Entre os artistas ultra contemporâneos, nascidos depois de 1980, 5 dos 10 mais valorizados em leilões eram mulheres. Nomes como Loie Hollowell e Jadé Fadojutimi indicam um futuro mais diverso e equilibrado.


Mas e quando o recorte é racial?


Apesar do crescimento da presença feminina na arte, a representatividade racial continua a evoluir em um ritmo mais lento. Mulheres negras e artistas não brancos ainda são minoria em acervos, exposições e leilões de arte, mostrando que a mudança estrutural precisa ir além da questão de gênero. 


A luta das Guerrilla Girls sempre abordou essa interseccionalidade entre gênero e raça, questionando quem realmente ocupa espaço no mundo da arte e como essas desigualdades impactam a visibilidade de artistas historicamente marginalizados.


A mudança precisa ser estrutural


Mesmo com avanços, a desigualdade de gênero e raça ainda define muitas das estruturas do meio artístico. A questão não é apenas o número de obras assinadas por mulheres ou artistas não brancos, mas quem ocupa os espaços de decisão dentro das instituições culturais.


Ser mulher na arte não é apenas ser artista. É também estar na curadoria, na crítica, na direção de museus e galerias. É questionar, resistir e continuar lutando por espaços que reflitam a sociedade de forma mais justa.


As Guerrilla Girls continuam perguntando: onde estão as mulheres – e as mulheres negras – na arte?


Fontes: Metrópoles, 2024 | ArtPrice, 2022-2023

bottom of page